Kátia Vargas volta a trabalhar e mãe de irmãos mortos desabafa

A oftalmologista Kátia Vargas Leal Pereira, indiciada por duplo homicídio triplamente qualificado pelas mortes dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes, voltou a atender pacientes em uma clínica na Avenida Anita Garibaldi, bairro da Federação, em Salvador. A informação parte de Marinúbia Gomes, mãe de Emanuel e Emanuelle.

“Várias pessoas me param na rua e dizem que ela (Kátia Vargas) está trabalhando normalmente. Teve uma enfermeira que levou a filha para a clínica que ela atua, mas no dia ela não compareceu”, disse Marinúbia para a reportagem do Bocão News.

Embora não haja ilegalidade na atuação profissional de Kátia Vargas durante o período em que aguarda o julgamento, Marinúbia questiona a alegação apresentada pela defesa que atestava o quadro de depressão da oftalmologista. “Tenho dois filhos mortos por uma ação raivosa e irresponsável. Agora fico sabendo que ela (Kátia) está levando a vida como se nada tivesse acontecido. Hoje choro a perda, enquanto ela sorri”, desabafa.

Sem se identificar, a reportagem do Bocão News manteve contato na manhã desta sexta-feira (15) com a clínica que confirmou a atuação de Kátia Vargas. Questionada sobre a presença da oftalmologista, a recepcionista preferiu não dar detalhes. Enquanto isso, a mãe dos meninos reflete a situação. "Não consigo entender como Kátia ainda tem coragem de trabalhar com pessoas, sendo que tirou a vida de duas. Agora é aguardar a definição da Justiça”, concluiu.

Os desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiram em abril desse ano por levar Kátia Vargas a júri popular pela morte de Emanuel e Emanuelle. Ainda não há data para início do julgamento. Na oportunidade, os desembargadores também negaram o pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA) de revogação da liberdade provisória da médica, concedida em dezembro do ano passado.

A oftalmologista é acusada de matar os irmãos em outubro de 2013. Eles estavam em uma moto quando se envolveram em acidente com o carro de Vargas. O inquérito policial e a acusação do MP-BA consideram que a médica provocou a colisão de forma intencional. A batida projetou Emanuel e Emanuelle contra um poste. Eles não resistiram ao choque e morreram no local.

Antes do acidente, Emanuel teria discutido com a oftalmologista após ser fechado por ela. Testemunhas alegam que ela perseguiu os irmãos e provocou o acidente. (Bocão News)

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