Estelionatária presa em casa de luxo no Rio Vermelho agenciava garotas de programa

Na casa, dois quartos eram utilizados para os programas. Neles, foram encontrados preservativos, lubrificantes, vibradores e fantasias eróticas

Nem sempre as coisas são como parecem. Os vizinhos que viam Valdete Costa de Oliveira, 30 anos, saindo todo dia de sua bela casa no Rio Vermelho, a bordo de um Citröen Air Cross novinho poderiam pensar que se tratava de uma empresária ou gerente de multinacional. Mas ontem, após uma denúncia de São Paulo, policiais da 6ª Delegacia, em Brotas, encontraram algo bem diferente.

A mulher é uma estelionatária, flagrada com mais de 30 documentos falsos. O carro, no nome de outra pessoa e, segundo a polícia, pago com cartão de crédito falsificado, era apenas mais um fruto de seus golpes. E a casa, na verdade, era um bordel onde Valdete fazia programas e agenciava garotas.

O imóvel, disse ela, era alugado de um ‘gringo’. No momento da prisão, outras três mulheres estavam na casa. Uma delas, irmã de Valdete, disse que morava com a acusada, mas negou envolvimento. “Eu até sabia que ela falsificava documentos, mas saio pra trabalhar de manhã e só volto pra dormir. Nem vejo as pessoas que ela traz aqui”, garantiu, se referindo aos clientes de Valdete.

As outras duas mulheres assumiram ser prostitutas, mas disseram trabalhar em uma boate. A reportagem acompanhou a delegada Mônica Piropo, da 6ª Delegacia, na inspeção do imóvel, onde os policiais já haviam encaixotado centenas de objetos eletrônicos comprados por Valdete com cartões falsos, para serem revendidos.

Estelionatária presa em casa de luxo no Rio Vermelho
agenciava garotas de programa
Subindo pelas escadas de granito, dois quartos utilizados para os programas onde foram encontrados preservativos, lubrificantes, vibradores e fantasias eróticas. “O estelionato é até afiançável, mas o favorecimento à prostituição, não. E não há dúvidas de que essa casa funcionava como bordel”, concluiu a delegada.

Em um dos quartos foram encontrados um cigarro e um pó branco, parecidos com maconha e cocaína. Valdete já havia sido presa há 2 anos com um comparsa, por estelionato, mas foi solta após pagar fiança.
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