Agências do Sine oferecem mais de 220 mil vagas de emprego pelo país

Do Jornal Hoje

A Sala de Emprego dessa segunda-feira (23) fala sobre as oportunidades de vagas nas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de todo o Brasil. Esse começo de ano, após férias e Carnaval, é um dos melhores períodos para conseguir um emprego novo. Em janeiro, mais de 220 mil vagas estavam à espera de candidatos.

As principais agências do Sine pelo país estão bastante movimentadas. “Não procurei um mês atrás por causa dos feriados, Carnaval, e agora como retornou tudo ao normal eu vim aqui procurar minha vaga de emprego”, diz o servente Arnaldo Rodrigo Pereira de Souza.

De acordo com o Ministério do Trabalho, em fevereiro, o setor de serviços foi o que mais gerou oportunidades e abriu 38.815 vagas. O comércio ocupou a segunda posição, com 15.452 vagas, seguido da agropecuária, com 13.415 postos de trabalho.

Muitas vagas estão sobrando. Em Minas Gerais, por exemplo, de cada 10 vagas abertas apenas quatro são preenchidas. “No ano passado a gente conseguiu preencher 44 mil vagas, mas tivemos 137 mil vagas em aberto. Esse ano também a gente tem mais vaga em aberto do que vagas preenchidas. Nas vagas que são demandadas pelo Sine, em geral, a educação exigida não é educação elevada, então falta às vezes conhecimentos específicos do saber técnico”, explica Lara Farah Valadares, gerente do Sine-MG.

Foi por causa da falta de qualificação que Joaquim Claret das Mercês, de 39 anos, que presta serviços gerais, decidiu voltar para a escola e terminar o ensino médio: “Eu não estava conseguindo emprego melhor porque não tinha estudo. Aem estudo não é ninguém, tem que estudar”. As vagas para quem já fez faculdade são as mais difíceis de serem preenchidas, como médico, advogado e engenheiro químico. Os profissionais qualificados para o cargo não costumam procurar o Sine.
Imagem ilustrativa

Em Belo Horizonte, a oferta de emprego está maior, principalmente, para construção civil. Só em uma obra há 25 vagas abertas. “Servente hoje é uma grande falta que a gente tem no mercado. Eu não exijo escolaridade e não exijo experiência, então é uma vaga que tem em aberto e a pessoa pode entrar e já pode começar. Essa pessoa entra na empresa, faz treinamento junto com o especialista da área, junto com o profissional que ela vai atuar e depois de um certo período, ela já tem capacidade de atuar sozinha”, afirma Daniela Ferreira, analista de RH.

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