Carlos Eduardo Freitas - Caetano foi inocentado e a imprensa, que o acusou, se calou

Há três anos a Polícia Federal desferiu um suposto ‘golpe’ certeiro na confiabilidade do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT). Indiciado pela Operação Navalha, que investigava fraudes em licitações públicas, Caetano foi exposto em cenário nacional, algemado, invadido na privacidade de seu lar, fragilizado na sua integridade... A grande mídia alardeou o fato, oposicionistas oportunistas de plantão se embebeceram com o dramalhão, uma verdadeira panfúrdia. Que decepção, agora, para os escarnecedores, para a imprensa marrom e amarelona... O prefeito, depois de uma boa dose de morosidade da Justiça nossa de cada dia, foi inocentado das acusações.
O novo episódio foi tão alardeando pela grande imprensa quanto a gripe de seu Joãozinho lá de Corrochó – ou seja, não teve repercussão magnânima na mesma medida da ocasião da prisão. Fica, então, aquela esquisita dúvida de sempre: É mais importante o vexame, o desastre, a miséria alheia?! A justiça, o esclarecimento, a realidade dos fatos não têm tanto peso assim nos subjetivos critérios de noticiabilidade de nós, imprensa brasileira – salvo, é claro, alguns raros casos?!

Parece que a resposta é muito mais obvia do que foi para o Tribunal de Justiça, a pedido do Ministério Público Federal, decidir pela inocência do prefeito camaçariense. Parece, às vezes, que os critérios que dão peso à cobertura jornalística da cena política são as legendas políticas que esse ou aquele veículo de comunicação defende? Parece!

Mas, como dita a máxima popular, “contra fatos não há argumentos”, e o fato é que Luiz Caetano não era culpado, foi preso de forma equivocada, foi justamente acolhido pelo povo do seu município e teve o crédito daqueles que confiam em seu trabalho. O problema é que isto não foi tão divulgado, quanto o episódio de 2007, quando da sua prisão, mas isso é fácil de saber o porquê...

Fonte: www.camacarifatosefotos.com.br - (foto/Marcelo Franco)

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