Senhora acusada de matar o marido é liberada

Marinalda Rosa de Jesus, 64 anos, moradora de Teixeira de Freitas, foi presa em 21 de outubro de 2010. Ela foi acusada de ter matado seu marido, Lindinalvo, por Raimundo de Abreu Alves, “Tor”, réu confesso de vários crimes, preso em 20 de outubro de 2010.

O corpo de Lindinalvo, ex-companheiro de Marinalda, foi encontrado em uma plantação de eucalipto, próximo à propriedade Nossa Senhora de Guadalupe, pertencente à acusada, localizada no distrito de Rancho Alegre, em Caravelas.

Segundo o advogado criminalista Paulo Rogério Teixeira de Andrade, a suspeita recaiu sobre a sua cliente porque a polícia acreditou na versão de “Tor”, que, na ocasião, informou à polícia que teria matado Lidinalvo a pedido de Marinalda, porque a mesma não queria a divisão dos bens.

A acusada sempre se declarou inocente. Paulo, acreditando em sua inocência, reuniu provas para provar isso a todos. Posteriormente, “Tor”, em um novo depoimento, deu uma nova versão para o caso, o que não foi suficiente para a liberação da acusada.

Excluída a participação da acusada, ainda assim a justiça a manteve presa. Então o advogado de Marinalda ingressou com diversos pedidos para o juiz da comarca de Caravelas, e, somente em 13 de janeiro de 2011, após o Ministério Público ter dado parecer favorável ao pedido de relaxamento de prisão feito pelo advogado da acusada baseado no excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial e oferecimento de denúncia, bem como, a falta de justificativa legal para a manutenção da prisão, pelo fato da acusada ser ré primária e de bons antecedentes e com idade avançada e problemas de saúde e a presunção de inocência, já que até o momento nada ficou provado contra a mesma, foi que o juiz substituto da comarca de Caravelas, Rodrigo Quadros de Carvalho, relaxou a prisão da acusada 74 dia após a sua detenção.

Infelizmente, em nosso país, as polícias ainda adotam o velho sistema usado na ditadura militar, onde se prende primeiro para depois proceder as investigações, acarretando com isso inúmeros erros judiciários, como dizem “a justiça humana está feita de tal modo que não só faz sofrer os culpados, mas, também os inocentes para se saber se são culpados ou não”, declarou o advogado criminalista Paulo Rogério.
Sulbahianews

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