Deputado cria projeto para dividir a Bahia e proposta divide opiniões

Brasília - O Congresso Nacional terá que analisar o possível desmembramento da Bahia em um novo Estado – o Estado do São Francisco, que viria a ter 173 mil quilômetros quadrados, um PIB de R$ 10 bilhões e seria composto inicialmente de 31 municípios, boa parte deles integrantes da chamada nova fronteira agrícola baiana: produzem e exportam soja e algodão, têm polos de fruticultura e crescem em agroindústria.

- Somos 1,2 milhão de habitantes, mais que o Uruguai, estamos a uma distância média de 1 mil km da capital e enfrentamos sérios problemas de infraestrutura, destaca o deputado federal Oziel Oliveira (PDT-BA), avisando que está em fase final de elaboração de um projeto de decreto legislativo para criação do novo Estado mediante plebiscito – na esteira da recente aprovação, pela Câmara, de iniciativa idêntica que poderá resultar no desmembramento do Pará em outros dois estados, Carajás e Tapajós.

Se o Estado do São Francisco fosse emancipado, com os 14 municípios que compõem o território de Identidade do Oeste, a Bahia perderia 4,11% de suas riquezas, estimadas em R$ 121,5 bilhões, pelo cálculo do produto interno bruto (PIB) de 2008. Os municípios baianos na margem ocidental do rio detêm R$ 5,3 bilhões em riquezas, de acordo com dados da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).

Oziel Oliveira - PDT-BA.
Ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira garante que a separação é um clamor da região, que possui 1 milhão de hectares de soja, 350 mil de algodão, 200 mil de milho e dois polos de fruticultura, além de ser cortada por 1 mil km de Rio São Francisco, o que favorece projetos de agricultura irrigada.

Mesmo antes de Oliveira dar entrada na proposta, já há opiniões contrárias na bancada baiana. “Sou contra qualquer divisão do Estado da Bahia”, avisa Geraldo Simões (PT), que na década de 80 militou contra a criação do Estado de Santa Cruz na região cacaueira.

Oziel Oliveira defende sua proposta argumentando que o desenvolvimento a ser proporcionado vai compensar o custo administrativo. O projeto, que será apresentado no Congresso, já tramita na Assembleia Legislativa da Bahia.
Teixeira News - Com informações de A Tarde

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7 Comentários

  1. É COMO SE UM CASAL SE SEPARASE E TIVESSE QUE DIVIDIR A CASA PARA OS DOIS, EM DUAS PARTES: "NOSSA REGIÃO FICARIA COM A PARTE DE FORA DA CASA."

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  2. sou,contra a este projeto,do senhor.Deputado Oziel oliveira-PDT-BA.de dividir a Bahia,e melho se preocupar em desenvolvero o estado invertir em educacão,sagurança,saúde e industrias,que cresça mais e mais,a econÔmia do estado.benefícil estes, abandonado por Governos do estado,e Governos Federais.do passado,de coronelismo regionais, que so defedia os seus interessos,

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  3. AI É MAIS UM QUERENDO TIRAR PROVEITO DA MINHA BELA BAHIA!
    NUNCA QUE ISSO VAI ACONTECER A BAHIA É UM POVO ACOLHEDOR E ESTA PRECISANDO É DE MAIS CIDADES PARA CRESCER E DESENVOLVER E NÃO DIMINUIR QUEREMOS É SOMAR!
    OLHA LUIZA MAIA,MARIA DEL CARMEN,SANDRO REGIS,MARCELO NILLO ,E OS DEMAIS NUNCA DEIXEM ESTA ASNEIRA TORNAR-SE REALIDADE!

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  4. As terras do O E S T E são boas porem nossa! e querem tomar, Como falou o amigo Manoel, Tenho um bom cavalo coloco a sela outro monta me coloca na garupa e ainda manda descer para abrir a cancela.
    A B A H I A é nossa! ninguém divide,
    Pedro Calmon
    pedro_calmon@hotmail.com
    Repassem

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  5. Não creio que esta seja a solução mais acertada. Esta situação de falta de infraestrutura é um problema do senhor Oziel, como político da região que deverá trabalhar pela melhoria de acesso e por todos os aspectos de sua região e não querer desmebrá-la por interesses corporativos que é exatamente que está acontecendo. Estamos lutando pela diminuição da pobreza na comunidades. Não é possível concordar com um apartheid destes. Um disparate.

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  6. Torna-se necesário a mobilização da população sobre o que significa melhoria das comunidades. Não quero saber se o dinheiro não é bem repassado. A distância da capital não deve ser um problema implicador na divisão do Estado. Uma coisa pode ser muito bem observada: uma região é rica hoje; amanhã poderá ser pobre.Acorda OZIEL. Não esquecerei de você no futuro. As eleições virão ai.
    m.perereiranunes@yahoo.com.br

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  7. Sou a favor! O tamanhão da Bahia é realmente um problema que ninguém admite enxergar. A produção do estado é uma vergonha, graças, dentre outras coisas, à dificuldade de escoar o que se produz pra fora, com tantas estradas (e muitas em péssimo estado).
    Comparam a população à do Uruguai... Pois é, com pouca gente ele é o 52º melhor país em qualidade de vida e o 2º menos corrupto da América Latina. Cada criança na escola primária recebe um laptop do governo. Pouca gente, ótima qualidade de vida! Aliás sempre achei que gente demais e educação de menos é o maior problema não só da Bahia, como do Brasil todo.
    Que dividam!

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