Servidora denuncia suposto assédio moral em gabinete da Setur da Bahia

Servidora denuncia suposto assédio moral em gabinete da Setur da Bahia

Funcionária relatou à sindicância que teria enfrentado críticas públicas, cobranças fora do horário de trabalho e ameaças relacionadas à permanência no cargo.

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Uma servidora da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur) denunciou uma série de situações que, segundo seu relato, configurariam assédio moral no ambiente de trabalho. O caso está sendo apurado por órgãos responsáveis pela investigação.

O depoimento foi apresentado durante uma sindicância instaurada para investigar as acusações contra a chefe de Gabinete da Setur, Giulliana Brito do Espírito Santo Mercuri. A denúncia também é acompanhada pela Corregedoria-Geral (CGR), ligada à Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb), e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

ATENÇÃO: As acusações ainda estão em fase de apuração. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a responsabilidade da servidora denunciada.

Servidora relata críticas e cobranças no trabalho

De acordo com o depoimento, a servidora começou a trabalhar no Gabinete em 2021. Ela afirma que, durante o período em que exerceu suas funções, teria recebido críticas frequentes sobre seu desempenho profissional.

Entre os episódios relatados estão cobranças relacionadas à disponibilidade fora do horário normal de trabalho. A funcionária afirma que precisava deixar a repartição às 18h para buscar a filha na escola, mas teria sido cobrada por uma disponibilidade maior conforme as necessidades do Gabinete.

Segundo o relato apresentado à sindicância, ela também teria ouvido que não estaria “vestindo a camisa do Gabinete”, expressão que, de acordo com a servidora, era utilizada em meio às cobranças sobre seu trabalho.

Orientações diferentes teriam causado conflito

Outro ponto apresentado no depoimento envolve a comunicação entre a equipe e o secretário de Turismo. A servidora afirma que recebia orientação para despachar diretamente com o secretário Luís Maurício Bacellar Batista.

Porém, segundo ela, quando seguia essa orientação, teria sido acusada de passar por cima da autoridade da chefe de Gabinete, situação conhecida no ambiente profissional pelo termo “bypass”.

Denúncia também cita ameaças relacionadas ao cargo

A funcionária afirmou ainda que teria ouvido comentários relacionados à sua permanência no cargo. Segundo o depoimento, ela teria sido informada de que a manutenção de sua função dependeria da chefe de Gabinete.

A servidora também relatou que as situações teriam provocado forte desgaste emocional e afirmou ter buscado acompanhamento médico e psicológico.

Setur diz que investigação segue com direito à defesa

Em nota, a Secretaria de Turismo da Bahia informou que criou uma Comissão de Sindicância para apurar os fatos e destacou que serão garantidos o direito de defesa e o contraditório.

Segundo a Setur, o prazo inicial para conclusão dos trabalhos é de 30 dias úteis, podendo ser prorrogado por mais 30 dias. A pasta informou ainda que a chefe de Gabinete permanece no exercício das funções enquanto a investigação é realizada.

A Corregedoria-Geral também abriu uma investigação preliminar sobre o caso. O órgão ressaltou que, por se tratar de um procedimento sigiloso e ainda inicial, a investigação não representa antecipação de julgamento ou punição.

O Ministério Público do Trabalho também foi procurado para comentar o caso. A reportagem informou que o espaço permanece aberto para manifestação da chefe de Gabinete citada na denúncia.

Fonte: Informações do Correio 24 Horas, com redação adaptada para o Salobro.com.
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