Deputados petistas querem o fim da reeleição na Assembleia.

Deputados estaduais petistas afirmaram que o apoio à terceira candidatura de Marcelo Nilo (PDT) à presidência da Assembleia Legislativa estava condicionado a aprovação de uma Emenda Constitucional que acaba com a reeleição durante uma legislatura.

De acordo com Nilo, ele não fez acordo algum atrelando apoio à reeleição. Ele ressalta que é favorável à reeleição e que seria estranho não declarar isso publicamente, já que concorre pela terceira vez consecutiva ao cargo.

“Continuo sendo a favor da reeleição, agora me comportarei como magistrado, se eles conseguirem os 38 votos dentro do plenário e, for aprovado, eu sanciono. Minha posição política é favorável a reeleição. Como é que vou usar duas vezes a reeleição e vou seu contra”, afirmou.

O presidente do Legislativo baiano disse que os petistas vão entrar com a proposta mesmo. Para que a proposta chegue ao plenário é preciso que 21 parlamentares assinem o requerimento, depois a matéria é votada em dois turnos sendo que são precisos 39 deputados estarem na sessão, o voto é aberto e o presidente, que neste caso é o próprio Marcelo Nilo, não tem vota.

Questionado sobre uma eventual quarta candidatura, o pedetista disse que não está pensando nisto, mas também não descartou a hipótese. “Na minha vida eu subo degrau por degrau, eu não vou pensar em 2013 se nem fui eleito ainda. Eu ganhando, não passa pela minha cabeça a reeleição. Agora, eu não estou assumindo nenhum compromisso. Não posso descartar nem afirmar”.

PDT

Desde que o governador Jaques Wagner começou a nomear os secretários desta segunda gestão, o PDT tem manifestado publicamente a sua insatisfação com a parte que até o momento foi ofertada à legenda.

Correu nos bastidores que o apoio dos parlamentares petistas à candidatura de Marcelo Nilo estaria também atrelada ao entendimento de que isto teria um peso na balança da reorganização da base aliada de Wagner.

Marcelo Nilo negou que isto tivesse passado pelas negociações entre ele e os diretores petistas. “A Assembleia é um poder, como é que pode entrar em negociação com secretariado, não existe isso. O PDT que está conversando com o governador, isto e entre eles. Eu fui ao encontro com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) porque ele convidou todos os deputados”, revelou.

Restando apenas três secretarias (Ciências, Tecnologia e Inovação, Relações Institucionais e Promoção da Igualdade), o PDT ainda nutre a expectativa de ter duas. Contudo, comenta-se que César Lisboa não deve deixar o cargo, o que deixaria para o partido fundado por Leonel Brizola as outras duas, das quais uma já é chefiada por um pedetista.

Mesmo o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, que participa das negociações e, que geralmente, fornece informações à imprensa não quis comentar o assunto. O que se sabe, é que o governador está oferecendo cargos no segundo escalão para o partido de Nilo.

Presidência de empresas e órgão do estado, como a Embasa, Conder, Ebal estão no páreo, no entanto, ao que parece, o apetite dos pedetistas é para de vagas no primeiro escalão. Isto porque, de acordo com um pedetista, as secretarias, mesmo as pequenas, oferecem visibilidade política maior que empresas grandes.

Segundo esta fonte, neste momento é mais interessante para o PDT ter uma secretaria com pequeno orçamento a ter a presidência de empresa grande.

Marcelo Nilo não quis entrar nesta discussão, se resumiu a afirmar que se o governador e o presidente de seu partido pedirem a sua opinião falará com eles. “Eu estava em uma negociação pela presidência da Assembleia, não iria entrar noutra. Prefiro deixar isto com diretoria executiva do meu partido”, concluiu.

Foto: Edson Ruiz // Bocão News
Fonte: Bocão News

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