Com a finalidade de passar informações sobre o bioma ao qual o Território de Irecê está inserido, o I Grito Caatingueiro saiu em cortejo pelas principais ruas da cidade, saindo do terminal rodoviário até a Catedral Bom Pastor, onde o Bispo d. Tommaso Cascianelli, C.P. recebeu a caravana de estudantes, professores, líderes dos movimentos sociais e o prefeito José Carlos das Virgens.
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Imagem Ilustrativa. |
Ao dar as boas vindas aos participantes, D. Tommaso destacou a importância do ato. “A todos que aqui estão felicito pelo movimento na causa ambiental. Agradeço a Secretaria do Meio Ambiente, na pessoa do secretário João Gonçalves e ao Ipeterras (Instituto de Permacultura em Terras Secas) pelo apoio.”
O Bispo lembrou que o homem na sua relação com a natureza deve lembrar das crianças, que representam o futuro da humanidade no planeta e que a melhor forma de fazer isso, é cuidar para que o ambiente seja equilibrado e que as práticas sociais sejam sustentáveis, para que a vida do planeta seja eterna”.
No Território de Irecê, o bioma Caatinga sofreu nos últimos anos com desmatamento de mais de 500 mil hectares, matanças de nascentes, assoreamento dos rios, implantação de projetos produtivos sem planejamento ambiental, uso indiscriminado de agrotóxico e produção exagerada de resíduos sólidos, com descarte em lixões irregulares.
QUESTIONAMENTOS - Durante a caminhada, muitos manifestos questionaram o projeto Baixio de Irecê e os contratos de exploração mineral no Território de Irecê. “A quem interessa esses contratos?”, “A quem interessa o Baixio de Irecê?”, “Como estes projetos foram concebidos?”, questionaram os manifestantes.
Para eles, tais projetos não cumprem o papel social propagado e tem e intermediação do Estado para favorecer a grandes empresários, prejudicando ainda mais o já combalido meio ambiente.
Ao longo dos últimos anos, o bioma Caatinga, no Território de Irecê, vem sofrendo significativos impactos ambientais, deixando um lastro de ampliação da pobreza. De acordo com os ambientalistas, a Mineradora Galvani não vem cumprindo o seu papel sociombiental, desfavorecendo ao desenvolvimento sustentável, e o Baixio de Irecê “é um engodo, as terras disponibilizadas para o projeto são fruto de violência agrária, com grilagem, assassinatos e expulsão de famílias agricultoras das suas terras”.
Quanto aos projetos de mineração previstos para o território, a coordenação do I Grito Caatingueiro defendeu a realização de Audiências Públicas para que a população tenha conhecimento dos procedimentos e encaminhamentos.
PARTICIPAÇÃO – Também participaram da caminhada representações do Instituto de Permacultura em Terras Secas, do Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, membros das paróquias São José Operário, São Pedro e São Domingos, liderados pelos padres Cordeiro, Cláudio e Jackson Jader, Seminaristas de Irecê e mais de 1.000 estudantes e professores da rede municipal de ensino. Representando os órgãos estaduais, a Direc 21 e o Ingá, com um servidor cada.
Fonte: Cultura e Realidade
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