Combate a crimes cibernéticos na Bahia.

Em duas semanas a Bahia poderá pensar em quantificar e investigar crimes cibernéticos. Deverá estar implantada no Estado o segundo Núcleo de Combate de Crimes Cibernéticos do país, conforme anúncio feito pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). O primeiro foi implantado no estado de Minas Gerais, há três anos.

Salvador é considerada a 12ª maior cidade digital da América Latina. Os dados nesse tipo de investigação são peculiares e há “a necessidade de especialização, tanto do promotor quanto do policial”, como defende a promotora de justiça Vanessa Fusco, coordenadora da Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos (PECCiber), do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

O treinamento dos promotores baianos será dado pelos colegas mineiros do PECCiber, estendido também a policiais que atuam na área. O núcleo baiano estará ligado ao Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), do MP-BA, e terá até dois promotores de justiça e cerca de cinco servidores, segundo o procurador-geral.

Pesquisa - Na Bahia, nem a Polícia Civil nem o Ministério Público estadual possuem números sobre este tipo de crime. Mas a pesquisa internacional Ranking Motorola de Cidades Digitais, divulgada no ano passado, colocou Salvador como a 12ª cidade mais digital da América Latina – o que indica risco aos soteropolitanos.

Diferentemente de outros seis estados e do Distrito Federal, a Polícia Civil baiana não possui uma unidade especializada em combater esses crimes. Boa parte deles, quando envolvem fraudes eletrônicas, vão parar na Delegacia de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes (Dreof), onde o titular, Charles Leão, preside, pelo menos, 30 inquéritos desse tipo. Para ele, a criação de unidades especializadas é uma tendência nacional, que contribui para o trabalho da polícia: “O MP-BA está de parabéns por ter saído na frente”

Em Minas, há 611 inquéritos e processos em andamento no PECCiber e mais de 900 queixas foram prestadas, apenas este ano, na Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos (Deicc) daquele Estado.

Identidade dos criminosos

A principal dificuldade para o combate a crimes cibernéticos é a descoberta da identidade dos criminosos, beneficiados pelo anonimato da internet, além do caráter interestadual que muitas vezes o crime assume.

Assim que obtiver a ordem judicial para a quebra do sigilo bancário e da identificação do computador utilizado pelos suspeitos, o delegado Leão começará a parte realmente difícil da investigação sobre a quadrilha que aplicou o golpe do empréstimo falso na senhora de 65 anos citada no início deste texto.

Tudo indica que a quadrilha atuava a partir do Estado de Goiás, o que exige o envio de uma correspondência para que a polícia do outro Estado localize os suspeitos. “Só aí são dois ou três meses”, lamenta Leão.
Tribuna da Bahia Online

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