Grupo armado invade hotel de luxo no Rio Vermelho e assalta hóspedes

Polícia procura pelo menos seis pessoas, entre elas uma mulher, que participaram de um assalto a um hotel de luxo, no Rio Vermelho. Hóspedes e funcionários do Zank Boutique foram vítimas de um assalto a mão armada por volta do meio-dia de sexta-feira.

Sob anonimato, uma moradora da Rua Almirante Barrosa, onde fica o hotel, disse que dois homens ficaram do lado de fora por um bom tempo aguardando os demais. Bem vestidos, eles chegaram ao local em motos.

Os assaltantes usavam capacete quando entraram no hotel e renderam de 10 a 15 pessoas, segundo o fotógrafo sul-matogrossense Marcelo Buainain, que estava hospedado no hotel para a inauguração de sua exposição Essência, na Galeria Alma Fine & Arte, também no bairro.

Ele conta que foi agredido por um dos assaltantes e teve parte do material de trabalho roubado. “Eu estava saindo para o almoço quando vi que tinha um grupo de funcionários e alguns hóspedes sendo rendidos”, disse. Há três meses, Marcelo foi vítima de um assalto a mão armada em Natal (RN), onde mora.

“Eu tentei evitar aquilo quando vi o que estava acontecendo e resolvi correr, só que eu não esperava que no final do corredor, por onde eu havia acabado de passar, teria mais um elemento armado”, contou o fotógrafo. Ele foi agredido no maxilar e precisou ser atendido por um dentista, segundo ele, oferecido por uma das proprietárias do hotel.

Fontes ligadas à administração do Zank disseram que não houve um assalto, e sim uma “tentativa, frustrada pela equipe do hotel”. Segundo a fonte, os assaltantes são menores já conhecidos nas redondezas.

Marcelo Buainain contou que pelo menos quatro hóspedes prestaram queixa na 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho). Por conta da troca de plantão, os policiais não souberam informar se a ocorrência havia sido registrada. “Não é uma questão só de Salvador. É uma violência generalizada pelo país todo”, afirmou. Para quem mora e trabalha na Rua Almirante Barroso, o assalto ao hotel já era esperado.

“Nós não temos segurança nenhuma aqui. Os moleques sobem e descem correndo de arma na mão”, contou uma moradora, que não quis se identificar. Outra moradora disse que assaltos com motos são comuns nas imediações. (CORREIO)

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